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U wot m8? Estórias de um gajo que se mudou para o UK [Capítulo 1: Mudanças e chegadas]

2020.09.20 14:53 UninformedImmigrant U wot m8? Estórias de um gajo que se mudou para o UK [Capítulo 1: Mudanças e chegadas]

Olá amigos. No post anterior introduzi levemente o espírito desta série, e este é o primeiro capítulo "a sério" da série. Este capítulo versa sobre o processo de preparação para a mudança e o "primeiro embate" da chegada ao novo país; que assuntos tive que tratar imediatamente antes de me mudar, assim como assim que cheguei. Como tenho dito, esta experiência é pessoal, e é importante que entendam que não se aplicará certamente a todos. Riam-se, chorem, e deixem os vossos pensamentos na caixinha em baixo.
Ao longo do texto vão ver uns números entre parênteses rectos ([XXXX]). Isto são referências que estão por extenso perto do fim do post, na secção apropriadamente denominada "Referências".

Take-Aways Principais

Eu gosto de ter uns bullet points com as ideias principais que se devem reter de cada capítulo, uma espécie de "se não leres mais nada, lê isto" do capítulo. Os deste capítulo rezam assim:
Os detalhes estão no texto por aí abaixo.

A odisseia do trabalho científico em Portugal

Já alguma vez tiveram aquele sonho em que querem gritar e não conseguem? Aquela sensação quase infantil de impotência, do pavor da inacção e do pasmo em relação ao que quer que seja que se está a desenrolar à nossa frente? Ou aquele em que querem esmurrar alguém mas não acontece nada? A sensação de impotência é, pessoalmente, das piores que podemos ter; a de querermos fazer alguma coisa, acharmos que sabemos o que fazer e não conseguirmos.
Trabalhar no tecido académico e de micro-empresas português (vulgo technology transfer) é um bocadinho assim. Por mais que um gajo se esforce, é muito difícil escapar à subsidio-dependência, à chico-espertice, à mediocridade, à inexperiência, à falta de processo e, acima de tudo, à falta de recursos. Por bom que seja o sonho, por interessante que seja o projecto, por positivo que seja o ambiente de trabalho, por porreiros que sejam os colegas, há uma sensação latente de "isto não vai dar para construir uma carreira". Isto torna-se particularmente agudo quando se trabalha numa área de tecnologia de ponta, para a qual inevitavelmente o mercado português está pouco desenvolvido. Não havendo mercado, a empresa vira papa-projectos e passa a viver de fundos comunitários, QRENs, COMPETEs, H2020s e coisas que tal. O tempo que se devia gastar em desenvolvimento é gasto a tentar convencer revisores de projectos a darem-nos mais uma esmola, e todos os projectos são uma corrida ao fundo: como é que conseguimos fazer esta omelete bonita com muito poucos ovos? Será que precisamos mesmo de duas pessoas para fazer isto, não dará só uma? Certamente o equipamento X também dá para este projecto.
Um aspecto particularmente doloroso neste ambiente é a altíssima rotatividade dos colegas. Quando se trabalha nestas condições tende-se a depender de recursos precários: bolseiros de investigação, estágios IEFP, estágios profissionais, estágios académicos, e por aí fora. Isto torna imediatamente impossível treinar alguém para fazer alguma coisa de jeito, e dei por mim a ensinar 3 ou 4 pessoas a fazer a mesma coisa em ocasiões diferentes ao longo dos anos. Nunca ninguém fica e toda a gente parte para outra, seja porque a empresa não lhes pode pagar, ou porque são incompetentes demais para nos darmos ao trabalho de lhes tentar arranjar financiamento. As caras e os nomes confundem-se numa espécie de groundhog day tecnológico em que cada ano que passa temos as mesmas conversas. Um tipo que vá ficando, ora porque é bom ou porque é teimoso, vai dando por si a avançar na idade ao mesmo tempo que os colegas não. A certo ponto, todos os meus colegas eram pelo menos uns 4 ou 5 anos mais novos que eu; ora se até eu quase nem tinha barba (hipérbole), então eles estavam mais verdes que as bananas da Costa Rica quando chegam ao Continente.
Quando me perguntam porque é que os portugueses têm tendência a se dar bem lá fora, aponto-os sempre para as condições em que somos habituados a fazer trabalho world-class. As publicações a que submetemos artigos não querem saber das nossas dificuldades; querem papers de qualidade. As agências de financiamento não querem saber de rotatividade, querem saber de know-how, track record e orçamentos. O trabalho que temos que entregar para sobreviver tem que ser de topo, ao mesmo tempo que as condições são de fundo. Pega-se num tipo habituado a isto, senta-lo numa cadeira de 300€, dá-se-lhe 3 monitores e um portátil que dava para comprar um carro, e é natural que o desempenho seja incrível.
Eu não me considero um perfeccionista (e acho que quem se considera perfeccionista pensa demais de si próprio) mas procuro estar numa constante curva ascendente no que toca à qualidade do meu trabalho. Umas vezes a curva é mais inclinada, outras vezes é menos inclinada, mas a cada dia estar um bocadinho melhor que no dia anterior. Aliás, quem me conhece sabe que esse é um traço que aplico em quase tudo: no trabalho, na vida, no desporto, etc. Antes de me mudar sentia que tinha batido no tecto da qualidade do que podia entregar. O meu esforço era máximo e o factor limitador da qualidade da entrega era a forma como o trabalho que eu tinha para fazer era entregue. Não havia tempo suficiente para inovação, era preciso planear de forma irrealista (e entregar de forma irrealista) para se conseguir fazer o malabarismo de todos os projectos. A constante mudança de contexto comia horas todos os dias.
A ética de trabalho portuguesa é, geralmente, horrível. Se eu trabalhei as minhas 8h, entreguei o que tinha para entregar e não tenho horário de trabalho, então vou sair às 16h. Ou chegar às 10h. Geralmente, fazer menos que 9-19 é mal visto, e eu fui sempre muito vocal (se calhar de forma prejudicial para mim próprio) acerca do quão estúpido isso me parece. Cheguei a ouvir algo semelhante a "tu és daqueles gajos que vão de férias desaparecem do mapa". Não é esse o objectivo das férias?

Um dia destes decidi mudar-me para o UK

Então um dia desatei a mandar CVs por esse mundo fora, a ver o que colava. Inevitavelmente, apareceram-me várias ofertas interessantes, a melhor das quais no UK. Contas feitas, a oferta praticamente multiplicou o meu salário bruto por 5 (talvez um bocadinho mais), empurrando-me de um salário mediano em Portugal para um salário bastante acima da média no UK. Esta é daquelas particularidades a que me refiro quando digo que a minha experiência é extremamente pessoal: eu tive a sorte de gostar e ter talento para trabalhar nesta área, e a dupla sorte de ser uma área em que simultaneamente há muita oferta e pouca procura de trabalho. Meio ao calhas cultivei um skillset muito valioso, ou que consegui vender bem. Infelizmente, para manter esta conta dissociada da minha identidade não vos posso especificar qual é; somos poucos, tornava-se muito fácil encontrar-me pelas publicações.
Curiosamente, está agora (à data da escrita) a fazer um ano que me decidi mudar. Nessa altura, a maior preocupação de quem se mudava para o UK era o Brexit, mas houve uma série de factores que me acalmaram:
Acerca deste último: ser estrangeiro no UK ou ser em qualquer outra parte é, para mim, semelhante. Então, se o Brexit por alguma razão resultasse numa perseguição aos estrangeiros, ou numa forte desvalorização da libra, etc, a minha situação ainda assim seria melhor que antes. Teria um CV mais rico, experiência adicional na indústria, e dinheiro no banco, tudo factores que facilitariam a mudança para um país terceiro.
Portanto com os factores políticos resolvidos por ora, e com a família a apoiar, lá me decidi.
Lá vim eu.

Preparação

A preparação para a mudança dividiu-se em:
Para benefício máximo meu e das duas empresas envolvidas, decidi reservar apenas umas 3 semanas sem trabalhar para tratar de tudo. Arrependi-me profundamente: devia ter fodido uma das empresas (a velha, potencialmente) e tido mais tempo para mim e para os meus. Naturalmente, houve muito que pude fazer enquanto trabalhava, como tratar da documentação. A logística foi um pesadelo; tive que esvaziar o apartamento em 2 dias e encontrar forma de arrumar tudo o que tinha na minha casa de família. Uma boa parte ficou por fazer pois queria passar tempo com a família em vez de arrumar merda. Tive que denunciar o contrato de arrendamento, da energia, da água e das telecomunicações. Obviamente, a Vodafone foi a mais merdosa no meio disto tudo, primeiro porque queriam que pagasse a fidelização (tive que demonstrar que vinha para o estrangeiro), e depois porque queriam cobrar o equipamento apesar de o ter entregue a horas e em boas condições. Típica escumalhice de telecom portuguesa, nada de novo.
A preparação legal foi mais cuidada. Para referência, a documentação que preparei foi:
Também nomeei (por procuração) um representante legal em Portugal. Inicialmente pareceu-me overkill, e apenas o recomendaria se tiverem alguém que seja de muita, muita confiança. Mas para mim tem sido muito útil, pois essa pessoa pode-me substituir em qualquer todos os compromissos, requerer a emissão de documentação em meu nome, transaccionar os meus bens (tipo vender o carro velho) e negociar em meu nome com as telecoms quando se armam em parvas (ver Vodafone acima). A pessoa que ficou com esta responsabilidade é da minha absoluta confiança, mas mesmo assim é um compromisso que deve ser mantido debaixo de olho e apenas pelo tempo necessário.
Às tantas perguntei-me "sua besta, já pensaste em quanto dinheiro vais gastar?" Bom, através de uma combinação de salário baixo e escolhas financeiras pouco saudáveis (que reconheço mas não quero detalhar), as minhas poupanças resumiam-se a uns míseros 2000€. Amigos, 2000€ não é dinheiro nenhum. Precisava de mais. Pelas minhas contas, e porque não vinha sozinho, precisaria de cerca de 15000€ para fazer isto com algum descanso, ainda que não conforto.
Lembram-se de quando tivemos uma crise "once in a lifetime" em 2008? Aquela da qual vamos ter saudades agora em 2021? Essa mesmo. Uma consequência engraçada dessa crise foi que as pessoas se habituaram a fazer crédito ao consumo, e os bancos habituaram-se a emprestar dinheiro como quem dá cá aquela palha, já que o Estado depois os resgata e ninguém vai preso. Como sempre trabalhei, paguei os meus impostos e nunca tive dívidas, pude pedir um crédito pessoal para pagar a mudança inicial. 15k no banco, check.
Obviamente não o gastei todo, e a empresa para onde fui trabalhar devolveu-me uma esmagadora parte do que gastei através de um fundo de "relocation expenses". A empresa pagou (mas eu tive que adiantar):
Em cima disso, paguei eu:
Admito que fiz algumas escolhas controversas, e houve muito dinheiro perdido em conversão de moeda. Podia ter ficado fora da cidade enquanto procurava apartamento, podia ter comprado mobília mais barata, podia ter dormido no chão, podia ter comprado malas mais baratas, podia ter andado de comboio em vez de alugar carros quando precisei. Mudei-me de uma forma que considero "medianamente confortável": não o fiz luxuosamente, mas dei-me ao luxo de trazer a Maria, de não ter que partilhar casa e de evitar largamente transportes públicos. Com o dinheiro que a empresa me devolveu constituí um fundo de emergência. Não liquidei logo a dívida porque entendo que é mais importante ter um fundo de emergência do que estar debt-free (mais sobre isso daqui a um post ou dois).
São escolhas. Emigrar é caro, amigos. Conheço quem o tenha feito com 200€ no bolso, mas não é confortável e não quero isso para mim.
Praticamente foi tudo pago através do Revolut. Criei uma conta pouco antes de vir, comprei o premium para não ter limites de conversões, e usei. Inclusivamente recebi lá o primeiro salário enquanto não criei a conta no banco.
A preparação emocional foi a menos complicada. O meu núcleo duro é relativamente pequeno, e toda a gente estava preparada há muito tempo para que eu "fugisse"; era conhecido praticamente desde que tinha começado o PhD que a minha área não era viável em Portugal, e que estava revoltado com a ética de trabalho merdosa. Naturalmente a minha mãe não gostou da ideia, mas são coisas da vida. Ainda assim, um conselho: não se armem em fortes e não descuidem a preparação psicológica/emocional que é necessária para este tipo de viagem. Eu sei que pessoas diferentes têm níveis de resiliência diferentes, mas o português tem muito a mania de achar que é o maior; cuidado com isso. Além disso, não deixem que estas preparações vos tomem todo o tempo que têm; guardem tempo para estar com a família, para lazer, e para descansar. Eu deixei-me consumir um pouco e não foi bom.

Como não ser sem-abrigo

Aterrei em meados de Setembro num dia nublado com duas malas de 30kg, uma mochila para mim e outra para a Maria, e a convicta certeza de que me estava a foder. Tinha cerca de 2.5 semanas até começar a trabalhar, e até lá a missão era só uma: encontrar um apartamento. Há muito para dizer acerca da habitação no UK, vou escrever um post só para isso e por isso aqui vou focar apenas na experiência do recém-chegado.
Eu decidi que não estava disposto a arrendar pelo privado; iria sempre através de uma agência imobiliária. Como não tinha tanta familiaridade com o mercado nem com a legislação, achei que seria mais seguro ir por essa via mais cara e minimizar a possibilidade de ser ludibriado. Recomendo vivamente. Então comecei a encetar contactos por telefone para marcar visitas a apartamentos.
E aí bateu-me.
Eu não conseguia perceber nada do que estes caralhos diziam ao telefone. NADA. "Ahka hrask apfiasdafsd duja sudn" diziam eles, e eu "sorry, I have a really bad connection, could you repeat that?" e eles lá repetiam mais calmamente "G'mornin, how can I help you today?". Muita vez disse eu que tinha pouca rede, a ver se eles abrandavam um bocadinho. E funciona! Top tip: se estiverem a tentar perceber o que eles dizem por telefone, queixem-se da ligação; o serviço móvel no UK é tão mau que eles vão na conversa.
Agora, eu sei falar inglês, ok? Naveguei perfeitamente bem as entrevistas, tenho dúzias de publicações em inglês "impecável", e trabalho em inglês há anos e anos. O problema é o seguinte: falar inglês enquanto se trabalha e escrever coisas em inglês são ambos experiências muito diferentes da de tentar falar com um nativo com sotaque, que assume maneirismos e expressões que não conhecemos, sobre locais que não conhecemos e dentro de um sistema (de arrendamento) que não conhecemos, tudo isto por telefone e sem poder ler nos lábios nem ler expressões corporais.
Com algum desenrascanço tipicamente português fui enchendo os dias de visitas a apartamentos na zona. Num dos dias aluguei um carro para ir ver apartamentos numa cidade vizinha (onde até acabei por ficar), algo que recomendo vivamente. Durante essas semanas vimos facilmente uns 25 apartamentos, talvez mais. As primeiras impressões foram:
(Um aparte acerca da alcatifa: se tiverem uma casa toda alcatifada comprem um robot aspirador de qualidade e aspirem todos os dias, até mais do que uma vez. A vossa qualidade de vida vai aumentar 1000 vezes.)
Escolhido o apartamento, fizemos uma oferta/candidatura. Oferecemos o valor que o senhorio pedia e, já tendo falado com muitos agentes, ofereci-me para pagar o contrato inteiro de 6 meses no dia da entrada. O que se seguiu foi um processo que, para mim, era completamente estrangeiro: o de "referencing" do potencial arrendatário. Pediram-me as moradas anteriores até 3 anos e os contactos dos senhorios, assim como a minha morada de família permanente e (muitos) dados pessoais. Essa informação foi usada para verificar que eu não era um impostor, e para verificar que tinha o hábito de pagar a renda. Ligaram para a minha antiga senhoria portuguesa, uma senhora de 82 anos, a perguntar se eu pagava a renda. Por mero acaso ela fala inglês (foi investigadora) e soube-lhes dar resposta, mas achei a atitude absolutamente desnecessária. Lembro-me de me sentir ofendido; "mas estes filhos da puta acham que pagar 6 meses à cabeça não chega?"
Seguiu-se um contrato de arrendamento para uma Assured Shorthold Tenancy [1], que é a modalidade "normal" de arrendamento para habitação por aqui. O agente imobiliário tratou de toda a papelada, mas eu tirei um dia para ler todo o contrato e verificar se batia certo com o que conhecia da lei daqui, o que recomendo vivamente. Atenção que a partir de meados de 2019 as taxas cobradas pelos agentes imobiliários passaram a ser limitadas por lei [2], por isso se vos pedirem alguma taxa administrativa mandem-nos sugar no pénis mais próximo. Na altura disseram-me que o normal, antes dessa mudança, seria o arrendatário pagar uma taxa de 700 libras à imobiliária pelo serviço. Era matá-los.
Assinado o contrato, ficou fixada uma data para entrada no apartamento. O valor a pagar é esperado nesta altura, no momento imediatamente precedente à entrega das chaves, o que significa que é preciso ter esse dinheiro disponível num cartão aceite pela imobiliária. Obviamente que é possível pagar por transferência, mas isso pode atrasar a data de entrada, e eu estava a pagar hotel por isso tinha interesse em me despachar.
Este processo foi, para mim, extremamente stressante. Até ao momento em que temos a chave na mão, o nível de incerteza é altíssimo: vou precisar de estender a estadia no hotel? Vou ter dinheiro que chegue caso o senhorio recuse o arrendamento? Será que vou ter que procurar noutra zona? Será que vou conseguir fazer isso enquanto trabalho? Para mim, encontrar a primeira casa foi facilmente a parte enervante da mudança. Agora já tenho uma posição muito mais sólida: conheço a zona, conheço o mercado, tenho um pé de meia e transporte próprio. O início custa muito mais.

Burocracias adicionais a tratar no início

Além da casa, que era a minha primeira preocupação, há um outro conjunto de coisas que têm que ser tratadas quanto antes:

Referências

[1] https://england.shelter.org.uk/housing_advice/private_renting/assured_shorthold_tenancies_with_private_landlords [2] https://www.gov.uk/government/collections/tenant-fees-act [3] https://www.gov.uk/council-tax [4] https://www.gov.uk/tax-codes [5] https://www.gov.uk/income-tax/how-you-pay-income-tax

Capítulos Anteriores

O próximo capítulo deve ser mais sobre habitação ou sobre compramanter carro e conduzir. Depende de qual o capítulo que acabar por ficar pronto mais cedo. Às tantas calha ser outro qualquer ¯\_(ツ)_/¯
Se este post gerar uma resposta tão forte como os outros, é possível que eu não consiga responder a todos os comments. Se for esse o caso, peço desculpa; vou dar o meu melhor.
No outro post alguém (um mod?) colocou o flair "Conteúdo Original". Não encontrei esse por isso pus "discussão".
Abraços, e obrigado por virem à minha TED talk.
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2020.09.18 14:34 UninformedImmigrant U wot m8? Estórias de um gajo que se mudou para o UK [Capítulo 0: Introdução]

Post anterior: https://www.reddit.com/portugal/comments/itrx1l/estou_a_pensar_escrever_uma_s%C3%A9rie_de_textos_sobre/
Olá amigos.
Perguntei-vos se estariam interessados numa série de posts acerca da minha experiência enquanto emigrante no UK. A resposta pareceu positiva, por isso vou começar a publicar o que vou escrevendo. Este primeiro post serve de introdução para ditar o mote dos restantes; aproveito para deixar aqui uma série de notas que depois escuso de repetir nos seguintes.

Que merda é esta?

Há-de ser um relato mais ou menos organizado da minha vivência como emigrante, escritos de forma predominantemente episódica. Cada capítulo pretenderá abordar um tema diferente que, na minha opinião, poderá afectar outras pessoas na mesma situação que eu. Basicamente, cada capítulo relatará grosso modo uma situação que me fez pensar "puta que pariu, porque é que não me disseram isto antes?"
Mais concretamente, quero:
Antes de começarmos, algumas coisas importantes de referir:

O que é que vem a seguir?

Este post é uma introdução muito básica ao "projecto" que estou a começar. Neste momento tenho esta introdução escrita, e mais alguns capítulos pensados e alinhavados. Para já, tenho alguns temas principais acerca dos quais gostaria de (ou comecei a) escrever:
Não os vou escrever por ordem, garantidamente. Sintam-se à vontade para sugerir tópicos, já acrescentei um ou outro de comments no outro post. Vou tentar manter os posts ligados uns com os outros com um índice ali no topo.

Quem és tu, e porque é que hei-de querer saber disto?

Por razão nenhuma. Lê este; se gostares, provavelmente vais gostar do resto. Se achaste que é só um gajo a dissertar sobre temas da vida, então acertaste na mouche. Se não gostas de gajos a dissertar sobre temas da vida, talvez não gostes disto.
Eu sou um gajo qualquer, suspeito que parecido com muitos vós: casa dos 30, carreira em tecnologia, mania que é esperto, emigrado recente. Acho que a minha experiência enquanto emigrante é deprimentemente mediana, e é aí que vejo o valor deste esforço. Entre decidir que queria vir e o dia de hoje, passei por uma série de situações que suspeito que muitos outros também atravessaram, e para as quais gostaria de ter tido aviso. Alguns exemplos de que me lembro de repente:
Eu também não sabia de nenhuma destas (e outras coisas), e às vezes saiu-me do bolso não saber disso.
A minha experiência provavelmente foge da média em alguns aspectos cruciais: não vivo nem trabalho numa cidade, vim já com um contrato de trabalho permanente assinado, e por aí fora. Escrever sobre alguns desses aspectos talvez passe a ser mais um exercício de memória pessoal que outra coisa, ou talvez as minhas peripécias pessoas ressoem com alguém, logo vemos.

Motivação

Um bocadinho do que está por trás das razões que me trouxeram para aqui:

Porquê NÃO emigrar?

Quando fui entrevistado para a posição em que estou agora, o entrevistador final (depois de umas 5 entrevistas para a mesma posição) perguntou-me: "estás nessa empresa há coisa de um ano, porque é que te queres mudar?". A minha resposta foi simples: não quero.
Em Portugal a vida tem uma leveza que não consigo encontrar em mais lado nenhum. Ganha-se pouco, é certo, e as oportunidades são muito limitadas, mas:
e por aí fora. A minha vida em Portugal era de uma tranquilidade incrível. O trabalho era especializado e pouco exigente, trabalhava com amigos de longa data na minha área de formação (que adoro). A minha rotina estava extremamente solidificada, vivia numa cidade que adoro (ah Coimbra!), conseguia-me facilmente sustentar, vivia numa casa boa numa zona boa. Visto de fora, tudo estava OK. A opção fácil teria sido deixar-me ficar; tinha facilmente emprego para a vida e poucas chatices.
Ainda assim...

Porquê emigrar?

Há uma certa insatisfação que vem com o saber que chegaste ao topo muito cedo, e que o topo não é tão alto como querias. Eu sou extremamente ambicioso, não do ponto de vista materialista e egoísta, mas mais numa eterna ânsia de ser melhor no que faço. Eu tive a espectacular sorte de escolher uma profissão pela qual me apaixonei, e de ter conseguido sempre trabalhar nela estes anos todos. O meu trabalho foi aparentemente tendo qualidade, e fui indo por aí acima. Um mestrado vira doutoramento, que vira bolsas, que vira escrita de projectos, que vira posições em empresas, que vira posições séniores.
No entanto, há um tecto máximo para o que se pode fazer em Portugal na minha área: o mercado é dominado por empresas muito pequeninas, altamente subsidiodependentes, e nas quais honestamente não vejo futuro. Eu não quero passar o resto da minha vida profissional a trabalhar num "one-man army", eternamente a desenvolver soluções que nunca vão vingar porque, convenhamos, há limites para o que uma equipa pequena consegue fazer. É extremamente descolhoante ver o nosso trabalho, que toda a gente diz que é muito bom, ficar perpetuamente atrás por falta de recursos, ou manpower, ou investimento, ou o que lhe quisermos chamar. Dei por mim a tornar-me uma pessoa frustrada, daquelas que vêm as notícias e dizem mal de tudo, mesmo do bom; pequenino e sempre zangado. Decidi procurar outras coisas.
Mudei-me para o UK com contrato assinado para uma multinacional gigantesca, bom salário, boa zona do país e, acima de tudo, projectos incríveis desenvolvidos por pessoas com as quais tenho aprendido muito. Estou novamente no caminho certo.
Eu não me mudei pelo clássico "ganhar mais". Obviamente que triplicar o salário de um dia para o outro é fixe, obviamente que é fixe comprar carros a pronto (mais sobre isso mais tarde), obviamente que ir às compras e nem olhar para a conta é bom; mas há mais que mova um gajo. O salário é um factor, mas é um factor.
Abraços, e obrigado por virem à minha TED talk.
Edit: desculpem a formatação manhosa no início, esqueci-me do modo markdown.
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2020.07.22 12:01 spetsnatz Fecho e fusões de ETFs. O que acontece ao nosso dinheiro?

Uma das grandes dúvidas e receios que os investidores têm acerca dos ETFs é sobre o fecho dos mesmos. O que acontecerá com o nosso dinheiro?
Apesar de não ser muito frequente, é normal existirem aquisições, fusões ou mesmo encerramentos de ETFs, consoante a procura dos mesmos, volume ou saúde financeira da instituição que os gere.
Um exemplo recente foi a aquisição da ComStage por parte da Lyxor, levando à absorção dos seus ETFs.
Como é natural, a Lyxor passou a ter um maior número de ETFs no seu portfólio levando a que muitos se sobreponham, uma vez que replicam os mesmos activos/indices.
Assim sendo, a Lyxor decidiu fundir alguns dos seus ETFs de modo a evitar activos redundantes.
Tanto o encerramento como a fusão de ETFs não significa que o nosso dinheiro investido foi perdido uma vez que os activos subjacentes, à partida, ainda terão um NAV (Net Asset Value) positivo, ou seja o seu valor não cai para zero.
No caso de uma fusão como sucedeu como a Lyxor, o ETF é retirado temporariamente do mercado e o investidor recebe automaticamente participações no novo fundo numa proporção igual ao valor das participações detidas no ETF inicial.
No encerramento de um ETF, o investidor recebe um aviso de 30 dias e poderá vender as suas participações até à data de fecho da negociação em bolsa. Uma vez que o preço em bolsa do ETF reflecte o NAV dos seus activos subjacentes, o seu valor deverá reflectir a valorização dos mesmos, independentemente do seu fim anunciado.
Após o fecho de negociação do ETF, a entidade responsável pela sua gestão negociará directamente com o investidor de modo a que este seja reembolsado no valor líquido dos activos subjacentes do seu ETF. A entidade gestora irá liquidar o ETF através da venda dos activos ao preço de mercado à data, dinheiro esse que será transferido para os investidores deduzido dos respectivos custos de transação.
Caso queiram ler mais sobre o assunto deixo-vos este artigo sobre fecho e fusões de ETFs.
submitted by spetsnatz to literaciafinanceira [link] [comments]


2020.01.11 19:42 ORoxo Como investir Keep it simple, Stupid!

Olá,
Se chegaste até aqui é porque estás preocupado com as tuas finanças, por isso, parabéns!
De facto, é uma preocupação fundamentada, uma vez que, de acordo com Relatório sobre a Sustentabilidade Financeira da Segurança Social publicado em Outubro de 2018 como anexo do Orçamento de Estado de 2019, a Segurança Social como a conhecemos hoje esgotar-se-á no final da segunda metade da década de 2040.
O FEFSS (Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social), a ser utilizado perante saldos negativos do sistema previdencial a partir do final da segunda metade da década de 2020, teria com a atual projeção, um esgotamento no final da segunda metade da década de 2040, representando uma melhoria face à projeção do relatório de sustentabilidade anexo ao Relatório do OE de 2017, em cinco anos.
Assim, se, tal como eu, estás a iniciar a tua vida adulta, provavelmente serás responsável pelo teu próprio sustento durante a idade da reforma. Como tal, temos de arranjar uma forma de garantir que o nosso dinheiro rende, para garantir esse conforto futuro.
A melhor forma que conheço para o fazer é através de investimentos, algo que começa agora a ser falado no nosso país, mas sobre o qual a generalidade das pessoas ainda sabe muito pouco.
Ao contrário de subs de outros países relacionadas com finanças pessoais onde existem vários tópicos Guide, em Portugal, tal não acontece.
Para colmatar essa lacuna, decidi escrever este post que espero ajudar aqueles que buscam conselhos financeiros e que se deparam com esta comunidade pela primeira vez.
Infelizmente (ou felizmente) não venho de famílias abastadas. Como tal, há cerca de 2/3 anos quando comecei a ganhar alguma autonomia financeira coincidente com a minha entrada no mercado de trabalho, comecei a pensar como viria a fazer face às minhas despesas - casa, carro, alimentação, etc.
Desta reflexão resultaram muitas horas de leitura e lições que agora partilho aqui convosco:
Lição 1: ninguém cuidará melhor do vosso dinheiro do que vocês.
Começo por partilhar convosco que uma das coisas que mais me irrita na indústria financeira - e no qual tenho a minha quota-parte de culpa, dado que é a minha área de formação - é da necessidade de complicar. Alguém que esteja de fora, ficará intimidado pela complexidade de palavras que usamos como asset alocation, derivatives, bonds, stocks, optimal portfolio allocation, options, warrants e futuros. Como se isso não bastasse, não educamos os jovens em finanças - em muitos casos temos dificuldade em poupar e noutros tantos em perceber como investir.
Claro que toda esta iliteracia financeira é um paraíso para portfolio managers e outros agentes dispostos a investir o vosso dinheiro por vocês. Porquê, perguntam vocês?
Existem três formas através das quais um porfolio manager consegue fazer dinheiro para a empresa:
  1. Comissões sobre produtos;
  2. Assets Under Management;
  3. Aconselhamento 1-on-1.
Em primeiro lugar, parte do salário de um portfolio manager, é variável. Por outras palavras, está dependente do lucro que trouxer para a empresa. Como tal, não é de admirar que vos sugerirão aqueles produtos que lhes dêem maior retorno, independentemente do retorno que vos trouxerem para vocês. Como tal, aqueles produtos que vos tentarão enfiar pela garganta abaixo são precisamente aqueles que vão de acordo com os objectivos deles (maximizar lucro) e não necessariamente os vossos (maximizar o retorno).
Para além disso, existe também o modelo AUM (Assets Under Management) que na práctica é 1-2% que vos cobrados pelo valor de activos na vossa carteiro. A título de exemplo, suponham que eu tenho 100.000€ investidos na institução A cuja taxa AUM é de 2%. Todos os anos terei de pagar 2.000€ à instituição financeira que faz a gestão dos meus activos, independentemente de ter, ou não lucro. Imaginem que num dado ano tive 6% de retorno, a inflação foi de 3% e a AUM é de 2%. Resta-me 1% de um retorno que deveria ter sido 3%. De repente, um ano que até teria sido bastante positivo transformou-se num mísero 1%. (Parece-vos justo? Nem a mim...)
Por último, alguns advisors estão ainda disponíveis para vos aconselha por uma módica quantia de X, sendo X um valor absolutamente ridículo para o qual não existe qualquer justificação lógica. Como se tal não bastasse, muitas vezes esse aconselhamento não se traduz em qualquer valor acrescentado para nós. Com sorte, vai de encontro ao ponto 1 e comem-nos por parvos duas vezes: no aconselhamento que roçou o medíocre e na venda de um produto com comissões altíssimas e retornos pelas ruas da amargura.
Dito isto, aqui fica a primeira lição: ninguém cuidará melhor do vosso dinheiro do que vocês!
No entanto, identificar um problema sem o tentar resolver soa-me um pouco hipócrita. Por isso, deixem-me introduzir-vos à segunda lição: é mais fácil do que parece.
Dado que, como já partilhei convosco acima, a minha formação base é finanças, comecei a pensar "como é que se investe?". Esta questão levou-me a ler vários livros sobre investimento e apercebi-me que, ao contrário do que todos os profissionais da área faziam parecer crer, investir, era bastante simples.
Tão simples, de facto, que alguém com zero experiência como investidor conseguirá obter um retorno melhor do que 80% dos ditos portfolio managers utilizando apenas as ferramentas que partilharei convosco neste thread.
O quê?! 80%?! Mas investir não é difícil?!
Não.
O quê?! Melhores retornos que portfolio managers que vivem, respiram e comem informação financeira?
Sim.
Afinal eu não preciso de pagar fees ao meu banco para investir por mim?!
Não.
Contudo, antes de partilhar convosco quais são essas ferramentas há três questões que são imperativas que saibam responder:
  1. Em que fase da vossa vida é que estão? Acumulação ou Preservação de riqueza?;
  2. Que níveis de risco é que estão disponíveis a aceitar?;
  3. O vosso horizonte temporal a nível de investimentos é longo ou curto prazo?.
Certamente repararam que as três questões estão intrinsecamente ligadas e que existe um tema comum a todas elas, risco. Pelo que gostava de começar por abordá-lo em primeiro lugar.
Ao contrário do que vos possam dizer ou vocês próprios possam pensar, não existe nenhum investimento 100% seguro.
Experimentem colocar o vosso dinheiro debaixo do colchão durante 20 anos e depois contem-me como os 20k€ que com tanto esforço, suor e lágrimas amealharam valem agora apenas 5k€ em bens e/ou serviços. Ou talvez vocês seja pessoas conservadoras e decidam comprar títulos do tesouro, mas nesse caso apresentar-vos-ei a minha inflação ou então são completamente o oposto e decidem que acções is the way to go, caso em que opto por vos dar a conhecer a minha outra amiga, deflação.
Estes exemplos não servem para vos desincentivar de investir. Queria apenas de uma forma, mais ou menos, lúdica demonstrar-vos que, qualquer que seja a nossa opção, nunca estamos 100% seguros. Consequentemente, a única opção que nos resta é fazer as escolhas que julgamos serem as mais correctas com a informação que temos disponível de momento - e atenção que não fazer escolha é, em si, uma escolha.
Dito isto, existem apenas outras três ferramentas que necessitam para construir o vosso portfolio:
(já repararam que eu gosto de manter as coisas simples?)
  1. Acções
E se invés de apostarmos numa única equipa e rezássemos para que essa equipa vencesse, pudéssemos apostar que uma qualquer equipa entre todas as que estão na competição poderia ganhar? As nossas odds seriam bem melhores, verdade?
É isso que constitui um index fund - um cabaz de acções de várias empresas. Regra geral, cada index fund tem um benchmark que segue o que acaba por definir as ações nas quais esse index fund invest. Tudo o que precisam de saber são três siglas muito simples, IWDA:NA, VUSA e VWRL.
Quais as diferenças?
Dentro dos fundos cotados (aka ETFs), existem duas sub-classes no que toca à distribuição dos dividendos consoante o fundo reeinvista autmaticamente os dividendos ou caso os distribua aos investidores, chamados accumulation ou distribution, respectivamente*.*
Isto é relevante principalmente para efeitos fiscais. No que toca a investimentos desta natureza, existem dois momentos nos quais estás sujeito a imposto.
Na altura de receberes os dividendos e no momento da venda propriamente dito.
Aquando da distribuição dos dividendos, o teu broker transferirá para a conta bancária associada o valor dos dividendos retirados os 28% de imposto. No momento da venda, analisar-se-á qual a mais ou menos valia que há a realizar. Isto é, se vendeste o investimento a um preço superior ao que compraste, o valor de imposto a pagar será de 28% sobre essa diferença. Se o valor de venda for inferior ao valor de compra, não terás qualquer imposto a pagar.
Logo, salvo raras excepções, é aconselhável que se invista num ETF que seja cumulativo (IWDA:NA). Desta forma, tiraremos proveito da capitalização composta dos juros ao mesmo tempo que adiamos o pagamento de impostos desnecessários.
  1. Obrigações
As obrigações proporcionam uma viagem ao longo do percurso de investidor um pouco mais suave. Pessoalmente, dada a minha idade, não creio que tenha muito interesse para mim. No entanto, para investidores mais conservadores, BND e AGGG-fund?switchLocale=y&siteEntryPassthrough=true) são as única sigla que precisam de conhecer neste sub-universo.
  1. Dinheiro
Um fundo de emergência é algo que devemos sempre ter. Ninguém sabe o que acontecerá no dia de amanhã e enquanto investidores de longo-prazo não queremos ter de liquidar os nossos activos devido a uma emergência. Por isso, três a seis meses de despesas fixas é um bom objectivo para se ter em dinheiro numa conta a ordem ou conta poupança que possa ser movimentada sem incorrer em custos.
Lição 2: Todos os portfolio managers acreditam que conseguem bater o mercado. Por sua vez, nós, investidores, acreditamos que conseguimos escolher aqueles que o fazem. Estamos todos enganados.
Imaginem uma sala cheia de crânios financeiros, vestidos nos seus fatos com tecidos italianos. Estes profissionais contam com anos de experiência nos mercados de capitais, para não falar das décadas passadas a estudar em grandes Business Schools.
Para além disso, têm à sua disposição inúmeras ferramentas da Bloomberg, Reuters e outros grandes players que lhes permitem ter acesso a toda a informação, constantemente actualizada, a qualquer instante.
Apesar de trabalharem noite e dia, estes guerreiros também descansam para um ocasional café, cigarro e almoço de negócios. Nesses raros e curtos momentos, encontram-se com outros analistas, experts, insiders das empresas nas quais investem e outra panóplia de gente importante.
Ao conviverem tão próximos com a realidade na qual investem, de certeza que eles sabem o que andam a fazer, certo?
Ahhhhh...think again.
Está comprovado impericamente (clicar irá fazer o download de um pdf) que os vários fundos de investimento não são capazes de dar rendibilidade superior ao seus investidores, quando comparado com o mercado.
Num horizonte temporal de 5 anos, 84,15% dos fundos de investimento tiveram uma performance pior do que o S&P500.
Logo, para terem um retorno superior ao mercado, vocês teriam de escolher o melhor fundo de investimentos possível, de um conjunto de 10! Como se isso não bastasse - e supondo que escolhiam o fundo vencedor -, ser-vos-ia cobra entre 1 a 2% em comissões. Não é muito? Para ilustrar a diferença que isto pode fazer, sigam o meu raciocínio:
Suponham que investiram 10.000€ há 30 anos num dado activo. A rentabilidade média desse mesmo activo foi de 7%, já tida a inflação em conta. Se tivessem investido vocês mesmos esse valor num index fund, teriam aproximadamente 66.000€. Por sua vez, se tivessem escolhido o fundo vencedor teriam apenas 43.000€. Uma diferença de 23.000€ tendo por base apenas 2%. Funny, right?
(aqui estou a supor que o fundo vencedor vos proporcionava apenas a mesma rentabilidade dada pelo mercado, mas dado que assumi, de 10 fundos de investimento, vocês escolhiam o único cuja rentabilidade não era pior que a do mercado, parece-me justo para balançar o cenário)
Este exemplo introduz-nos à próxima lição.
Lição 3: Controlem o que conseguem controlar
Esta conversa é toda muito bonita, mas o que raio é essa coisa da Vanguard e porque é que todos os EFTs que sugeres são geridos por eles? Afinal, também és um vendedor?!
Bom ponto, tens estado atento!
Um mercado de capitais é um sítio feio, se não soubermos gerir as emoções provavelmente perderemos muito dinheiro - mais sobre isto numa edição futura do post. A verdade é que os nossos investimentos irão desvalorizar e valorizar várias vezes ao longo do tempo. Como tal, uns anos serão positivos e outros nem tanto. Isto para dizer algo que ninguém gosta de ouvir: não podemos controlar o retorno que o mercado nos dá. Felizmente, há algo que nos cabe a nós controlar: o custo do nosso investimento.
Uma vez que o lucro do nosso investimento será nada mais do que retorno - custo, minimizando o custo estamos a optimizar esta equação.
É aqui que entra a Vanguard, fundada por um grande senhor, John Bogle, em 1975.
O que a torna tão especial é que, no momento da sua fundação, John Bogle estruturou-a de forma a que fosse customer-owned e cujo objetivo fosse o breakeven (i.e., não é suposto ter lucro, mas sim apenas ser capaz de fazer face às suas despesas).
Para compreenderem a diferença, uma empresa de investimento pode ter duas formas:
  1. É uma empresa privada. Funciona da mesma forma que um negócio familiar e o objectivo é gerar valor para os donos - a Fidelity Investments é um exemplo;
  2. É uma empresa cotada em bolsa, detida por accionistas.
Em qualquer um destes casos, o objectivo da empresa é gerar lucro. Apenas deste modo serão capazes de pagar as suas despesas e remunerar os seus donos, sejam eles privados ou accionistas. Não é difícil perceber que quanto maior for o lucro, maior será a fatia dada a cada um destes agentes. Logo, há todo um incentivo para a maximizar tanto quanto possível. E imaginem de quem virá essa fatia...nós, investidores, claro!
Por outras palavras, quando investimos com uma destas empresas, estamos a pagar pelo investimento financeiro propriamente dito e mais alguns pózinhos para os seus donos/accionistas.
Logo, é claro que há aqui um conflito de interesses - o mesmo se passa com portfolio managers, mas isso fica para uma outra versão do post. O dono de uma empresa de investimento quer que os fees sejam tão altos quanto possível. Eu, enquanto investidor, quero pagar o mínimo.
Ainda que este modelo de negócio seja perfeitamente digno. Nós, investidores, temos uma solução melhor! Acontece que John Bogle quando fundou a Vanguard, fê-lo de modo a que a mesma fosse detida pelos fundos que esta opera. Ora, uma vez que são os investidores que detêm os fundos, na práctica, os investidores detêm a própria Vanguard.
Logo, qualquer lucro que a empresa tivesse entraria directamente para a nossa carteira. No entanto, dado que este circulo Investidor - Vnaguard Mutual Funds - Vanguard - Investidor seria um pouco non-sense, a Vanguard opera no breakeven, cobrando os custos mínimos para garantir a sua operação.
No que é isto se traduz, na práctica? No facto de que o expense ratio (ou seja, a taxa de encargos correntes) média dos fundos da Vanguard seja 0.2% contra 1,20% da indústria. Pode não parecer muito, mas considerando este valor sobre vários anos e sobre um capital considerável, dá uns bons mlhares de euros poupados no final de uma vida de investidor.
Lição 4: Fazer para crer
Dito isto, como é que se compra essas coisas estranhas, ETFs? Para o fazer, precisam de uma correctora ou broker. Cada correctora practica o seu próprio preço. Por isso, é importante compararem-nos antes de abrirem conta numa delas. Deixo-vos aqui e aqui e aqui imagens de tabelas comparativas das várias correctoras a operar em Portugal (obrigado, Bárbara Barroso). Para além dos custos de aquisição de títulos, algumas delas cobram ainda custos de manuntenção e/ou outros.
Muitas destas correctoras permitem criar contas demo. Caso estejam indecisos. criem uma e experimentem a plataforma de negociação.
Feito este passo, é uma questão de acederem à dita plataforma, procurar os títulos indicados acima e adquiri-los.
Frequently Asked Questions
Os mercados estão em máximos históricos. Por isso, uma recessão está para breve. Será que devo esperar que a dita recessão chegue e que os mercados acalmem?
Ninguém sabe ao certo quando - e sequer se - estaremos perante uma recessão. A pesquisa feita em torno dos retornos históricos demonstra que se tiveres X€ para investir, a melhor solução é colocá-los de uma só vez no mercado.
Mas ainda ontem ouvi o Miguel Sousa Tavares a dizer que estaria para breve!
Não.
Ah, mas a minha tia, que é economista, disse no jantar de Natal que a guerra comercial da China e dos EUA...
Não.
Ah, mas o meu piriquito...
Não.
Ninguém consegue fazer timing ao mercado e quem vos disser o contrário está a tentar enganar-vos. No caso de serem vocês próprios, sentem-se à espera que a vontade passe, 99.9% das vezes estarão enganados.
Devo investir com a Degiro?
Antes de usarem a DeGiro como vossa correctora leiam este thread e pesquisem Amsterdamtrader Degiro no Google.
Com este tópico pretendo apenas informar-vos. Como tal, ainda que vos possa partilhar convosco como giro os meus investimentos, tento ser o mais imparcial possível. No entanto, sou defensor que devemos fazer escolhas conscientes. Não digo que não seja uma boa opção, estejam apenas consciente do que se passa no background.
Qual é a correctora que usas, u/ORoxo**?**
Comecei por usar o Banco Invest porque me dava uma segurança adicional fazê-lo através de um banco no qual confio. No entanto, os custos eram demasiado elevados e agora faço-o pela DeGiro, apesar do indiquei no ponto imediatamente acima. O importante é termos consciência dos riscos, lembrem-se.
O que acontece se a correctora que uso for à falência?
Regra geral, as correctoras mantêm os nossos activos numa entidade legal separada. Na práctica, isto significa que a correctora teria uma entidades para o negócio de corretagem propriamente dito através da qual realiza todas as actividades inerentes à operação (i.e., pagar os salários dos empregados, receber os fees dos clientes, etc, etc) e outra entidade à qual os nossos activos estariam alocados (dinheiro que temos em conta e os nossos produtos financeiros). A vantagem deste tipo de estrutura é que, em caso de falência do negócio, os ativos dos investidores não poderiam ser usados para pagar aos credores da correctora.
Não vos posso dizer se na práctica é 100% assim mas, pelo menos em teoria, isto acontece (ver e ver). Usando a DeGiro como exemplo:
DEGIRO holds Financial Instruments for you in such a way that they cannot be accessed by creditors of DEGIRO, even if DEGIRO would be bankrupt.
Ainda assim, supondo que a DeGiro ia à falência, dado que está sediada na Holanda, estaria ao abrigo do Investor Compensation Scheme que fará face às obrigações da correctora até um limite de 20k€ por investidor.
Para vos dar outro exemplo, caso investissem através da Interactive Brokers, o limite seria 500k€, uma vez que estariamos ao abrigo da SIPC (Securities Investor Protection Corporation).
Estes valores/regras dependerão do país no qual a correctora está sediada. Caso queiram optar por outra, as preocupações deverão rondar as seguintes questões:
Qual é a rentabilidade anual que posso esperar do meu portfólio, se seguir as estratégias deste post?
Tendo em consideração os dados do último século, o retorno médio anual do mercado de capitais foi de 10%. Na práctica, isto quer dizer que se adquirires um ETF cujo benchmark seja o S&P500 ou um índice global (muitas vezes os ETF deste tipo têm WLR ou World no nome), no longo prazo (20+ anos), podes esperar um retorno anual de 10% nos teus investimentos. Atenta, por favor, que isto não quer dizer que terás todos os anos 10% - poderão haver anos que ganhas 30% e noutros perdes 15%, por exemplo. Ainda assim, no longo-prazo, em média, poderás esperar um retorno de 10%/ano.
O importante é que não faças o que a maior parte das pessoas faz: vender quando o mercado está a cair e comprar quanto o mercado está em alta. O nosso objectivo enquanto investidores de longo prazo deve ser comprar sempre o mesmo em valor absoluto (supõe que defines como objetivo uma taxa de poupança de 30%/mês; deverás investir sempre esses 30% quer o ETF custe 10€ ou 80€). Uns anos essa poupança de 30% comprará mais unidades do dito ETF, outras menos. Ainda assim, no final da nossa vida de investidor, poderemos esperar um retorno de 10%/ano, em média.
Para aqueles que são conservadores, usem 6% como referência.
O ETF xpto é uma boa alternativa aos que mencionas no teu post?
Quando consideramos investir num ETF há algumas questões que devemos colocar:
  1. Qual é o activo subjacente ao ETF?
  2. Qual o custo de gestão do ETF?
  3. O ETF é cumulativo ou distribuí dividendos?
  4. Em que praça é cotado?
  5. Em que moeda está denominado o ETF?
Em primeiro lugar, importa perceber qual é o activo que está subjacente ao ETF.
Em segundo lugar, importa analisar os custos.
Eu posso pensar "epah estar exposto ao mundo todo é melhor do que estar apenas exposto ao mercado dos EUA." Certíssimo. No entanto, o retorno que irei ter ao estar exposto a empresas de diferentes geografias vai compensar a diferença de custos de gestão anuais que terei de pagar? Para além disso, supondo que estou a investir em empresas do S&P500, a maior parte delas operam em vários mercados. Será que faz sentido optar por um ETF que diversifica ainda mais, incorrendo em custos superiores, quando as grandes empresas são, hoje em dia, na sua grande maioria, globais?".
O ponto 3, ainda para mais em Portugal, é fulcral. Cada vez que te forem pagos dividendos, pagarás 28% de imposto. Logo, supondo que recebes 1.000€ de dividendos, só receberás à cabeça 720€. Num ano, pode não parecer muito, capitaliza isto pela tua vida de investidor, no meu caso 50 ou 60€ e tens uma valente fortuna paga ao Estado, sem motivo para isso.
Qual é então a solução? Fácil! Investir num ETF que invés de te dar os 1.000€ todos os anos, os investe automaticamente no ETF. Não só poupaste 28% em imposto como o poder do juro composto vai multiplicar este valor inúmeras vezes. Lembra-te, sempre que possível, accumulating.
O próximo ponto também é essencial uma vez que se o EFT for cotado nos EUA não está sequer acessível para nós. Infelizmente, as normas europeias exigem que os issuers forneçam uma série de informação, sem a qual os ETF não poderão ser transacionados em bolsa Europeias. Consequentemente, não são sequer solução para nós porque simplesmente não estão disponíveis.
Por último, há pessoas que consideram que seja bastante importante a moeda na qual o ETF está cotado devido ao currency risk (i.e., supõe que tens um activo em USD e gastas o teu dinheiro em EUR. O risco é que o USD desvalorize face ao EUR e que, consequentemente, percas poder de compra).
Pessoalmente, não é algo que me faça perder o sono, mas é uma questão a considerar.
O que acontecerá às minhas poupanças daqui a 20 anos se conseguir investir mais 50€/mês?
De acordo com esta calculadora, daqui a 20 anos terás mais 36.199,34€ ou 22.782,29€, consoante a tua perspectiva face à taxa de juro seja optimista ou pessimista, respectivamente.
Quero aprender mais sobre o tópico. O que me aconselhas?
Infelizmente, muito do conteúdo que existe está extremamente vocacionado para o mercado Norte-americano, em particular os EUA - surprise, surprise, han?
De qualquer modo, existem muitas (e boas!) lições que podemos adaptar à nossa realidade. Por isso, caso se sintam à vontade a ler inglês aconselho os seguintes livros:
Creio que para a maior parte deles poderão encontrar a versão em PT. No entanto, caso considerem que há interesse posso fazer um breve resumo de cada um deles e incluí-lo no âmbito do thread.
Para aqueles cujas versões de inglês forem suficientes, mas cujo valor dos livros faça diferença no orçamento familiar, mandem-me dm.
Tenho mais de 100.000€ disponível para investir, devo seguir o mesmo processo?
Não.
Nesse caso, por favor, abre uma garrafa de champanhe. Para além de estares entre os 20% mais ricos de Portugal e dinheiro não ser uma preocupação para ti, podes investir directamente com a Vanguard.
Para o fazeres, envia um e-mail para [email protected] com a indicação de que pretendes investir no index fund cujo ISIN é IE0002639668. Infelizmente, a partir daqui não te consigo ajudar mais, uma vez que ainda não estou neste patamar. Contudo, para questões particulares, estou sempre disponível por dm, se necessitares.
Caso pretendas consultar os restantes fundos disponíveis para investidores portugueses podes fazê-lo aqui.
Creio que já deu para entender que adoro este temas. Por isso, caso tenham alguma questão, estejam completamente à vontade para a colocar nos comentários ou enviar-me dm. Terei todo o gosto em ajudar cada um de vocês em tudo o que me for possível.
Como qualquer pessoa, sou humano e, como tal, não sei tudo. Ainda assim, se for esse o caso, estou disponível para ir aprender de modo a ser capaz de vos explicar e partilhar convosco.
Provavelmente editarei este tópico várias vezes à medida que me for lembrando de mais informação. Até lá, espero que vos seja útil!
submitted by ORoxo to literaciafinanceira [link] [comments]


2019.12.28 13:24 ORoxo Como investir Keep it simple, Stupid!

Olá,
Se chegaste até aqui é porque estás preocupado com as tuas finanças, por isso, parabéns!
De facto, é uma preocupação fundamentada, uma vez que, de acordo com Relatório sobre a Sustentabilidade Financeira da Segurança Social publicado em Outubro de 2018 como anexo do Orçamento de Estado de 2019, a Segurança Social como a conhecemos hoje esgotar-se-á no final da segunda metade da década de 2040.

O FEFSS (Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social), a ser utilizado perante saldos negativos do sistema previdencial a partir do final da segunda metade da década de 2020, teria com a atual projeção, um esgotamento no final da segunda metade da década de 2040, representando uma melhoria face à projeção do relatório de sustentabilidade anexo ao Relatório do OE de 2017, em cinco anos.

Assim, se, tal como eu, estás a iniciar a tua vida adulta, provavelmente será responsável pelo teu próprio sustento durante a idade da reforma. Como tal, temos de arranjar uma forma de garantir que o nosso dinheiro rende, para garantir esse conforto futuro.
A melhor forma que conheço para o fazer é através de investimentos, algo que começa agora a ser falado no nosso país, mas sobre o qual a generalidade das pessoas ainda sabe muito pouco.

Ao contrário de subs de outros países relacionadas com finanças pessoais onde existem vários tópicos Guide, em Portugal, tal não acontece.
Para colmatar essa lacuna, decidi escrever este post que espero ajudar aqueles que buscam conselhos financeiros e que se deparam com esta comunidade pela primeira vez.
Infelizmente (ou felizmente) não venho de famílias abastadas. Como tal, há cerca de 2/3 anos quando comecei a ganhar alguma autonomia financeira coincidente com a minha entrada no mercado de trabalho, comecei a pensar como é viria a fazer face às minhas despesas - casa, carro, alimentação, etc.
Desta reflexão resultaram muitas horas de leitura e lições que agora partilho aqui convosco:

Lição 1: ninguém cuidará melhor do vosso dinheiro do que vocês.
Começo por partilhar convosco que uma das coisas que mais me irrita na indústria financeira - e no qual tenho a minha quota-parte de culpa, dado que é a minha área de formação - é da necessidade de complicar. Alguém que esteja de fora, ficará intimidado pela complexidade de palavras que usamos como asset alocation, derivatives, bonds, stocks, optimal portfolio allocation, options, warrants e futuros. Como se isso não bastasse, não educamos os jovens em finanças - em muitos casos temos dificuldade em poupar e noutros tantos em perceber como investir.
Claro que toda esta iliteracia financeira é um paraíso para portfolio managers e outros agentes dispostos a investir o vosso dinheiro por vocês. Porquê, perguntam vocês?
Existem três formas através das quais um porfolio manager consegue fazer dinheiro para a empresa:
  1. Comissões sobre produtos;
  2. Assets Under Management;
  3. Aconselhamento 1-on-1.

Em primeiro lugar, parte do salário de um portfolio manager, é variável. Por outras palavras, está dependente do lucro que trouxer para a empresa. Como tal, não é de admirar que vos sugerirão aqueles produtos que lhes dêem maior retorno, independentemente do retorno que vos trouxerem para vocês. Como tal, aqueles produtos que vos tentarão enfiar pela garganta abaixo são precisamente aqueles que vão de acordo com os objectivos deles (maximizar lucro) e não necessariamente os vossos (maximizar o retorno).
Para além disso, existe também o modelo AUM (Assets Under Management) que na práctica é 1-2% que vos cobrados pelo valor de activos na vossa carteiro. A título de exemplo, suponham que eu tenho 100.000€ investidos na institução A cuja taxa AUM é de 2%. Todos os anos terei de pagar 2.000€ à instituição financeira que faz a gestão dos meus activos, independentemente de ter, ou não lucro. Imaginem que num dado ano tive 6% de retorno, a inflação foi de 3% e a AUM é de 2%. Resta-me 1% de um retorno que deveria ter sido 3%. De repente, um ano que até teria sido bastante positivo transformou-se num mísero 1%. (Parece-vos justo? Nem a mim...)
Por último, alguns advisors estão ainda disponíveis para vos aconselha por uma módica quantia de X, sendo X um valor absolutamente ridículo para o qual não existe qualquer justificação lógica. Como se tal não bastasse, muitas vezes esse aconselhamento não se traduz em qualquer valor acrescentado para nós. Com sorte, vai de encontro ao ponto 1 e comem-nos por parvos duas vezes: no aconselhamento que roçou o medíocre e na venda de um produto com comissões altíssimas e retornos pelas ruas da amargura.

Dito isto, aqui fica a primeira lição: ninguém cuidará melhor do vosso dinheiro do que vocês!

No entanto, identificar um problema sem o tentar resolver soa-me um pouco hipócrita. Por isso, deixem-me introduzir-vos à segunda lição: é mais fácil do que parece.

Dado que, como já partilhei convosco acima, a minha formação base é finanças, comecei a pensar "como é que se investe?". Esta questão levou-me a ler vários livros sobre investimento e apercebi-me que, ao contrário do que todos os profissionais da área faziam parecer crer, investir, era bastante simples.
Tão simples, de facto, que alguém com zero experiência como investidor conseguirá obter um retorno melhor do que 80% dos ditos portfolio managers utilizando apenas as ferramentas que partilharei convosco neste thread.

O quê?! 80%?! Mas investir não é difícil?!
Não.

O quê?! Melhores retornos que portfolio managers que vivem, respiram e comem informação financeira?
Sim.

Afinal eu não preciso de pagar fees ao meu banco para investir por mim?!
Não.

Contudo, antes de partilhar convosco quais são essas ferramentas há três questões que são imperativas que saibam responder:

  1. Em que fase da vossa vida é que estão? Acumulação ou Preservação de riqueza?;
  2. Que níveis de risco é que estão disponíveis a aceitar?;
  3. O vosso horizonte temporal a nível de investimentos é longo ou curto prazo?.

Certamente repararam que as três questões estão intrinsecamente ligadas e que existe um tema comum a todas elas, risco. Pelo que gostava de começar por abordá-lo em primeiro lugar.
Ao contrário do que vos possam dizer ou vocês próprios possam pensar, não existe nenhum investimento 100% seguro.
Experimentem colocar o vosso dinheiro debaixo do colchão durante 20 anos e depois contem-me como os 20k€ que com tanto esforço, suor e lágrimas amealharam valem agora apenas 5k€ em bens e/ou serviços. Ou talvez vocês seja pessoas conservadoras e decidam comprar títulos do tesouro, mas nesse caso apresentar-vos-ei a minha inflação ou então são completamente o oposto e decidem que acções is the way to go, caso em que opto por vos dar a conhecer a minha outra amiga, deflação.
Estes exemplos não servem para vos desincentivar de investir. Queria apenas de uma forma, mais ou menos, lúdica demonstrar-vos que, qualquer que seja a nossa opção, nunca estamos 100% seguros. Consequentemente, a única opção que nos resta é fazer as escolhas que julgamos serem as mais correctas com a informação que temos disponível de momento - e atenção que não fazer escolha é, em si, uma escolha.
Dito isto, existem apenas outras três ferramentas que necessitam para construir o vosso portfolio:
(já repararam que eu gosto de manter as coisas simples?)

  1. Acções
E se invés de apostarmos numa única equipa e rezássemos para que essa equipa vencesse, pudéssemos apostar que uma qualquer equipa entre todas as que estão na competição poderia ganhar? As nossas odds seriam bem melhores, verdade?
É isso que constitui um index fund - um cabaz de acções de várias empresas. Regra geral, cada index fund tem um benchmark que segue o que acaba por definir as ações nas quais esse index fund invest. Tudo o que precisam de saber são três siglas muito simples, IWDA:NA, VUSA e VWRL.

Quais as diferenças?
Dentro dos fundos cotados (aka ETFs), existem duas sub-classes no que toca à distribuição dos dividendos consoante o fundo reeinvista autmaticamente os dividendos ou caso os distribua aos investidores, chamados accumulation ou distribution, respectivamente*.*
Isto é relevante principalmente para efeitos fiscais. No que toca a investimentos desta natureza, existem dois momentos nos quais estás sujeito a imposto.
Na altura de receberes os dividendos e no momento da venda propriamente dito.
Aquando da distribuição dos dividendos, o teu broker transferirá para a conta bancária associada o valor dos dividendos retirados os 28% de imposto. No momento da venda, analisar-se-á qual a mais ou menos valia que há a realizar. Isto é, se vendeste o investimento a um preço superior ao que compraste, o valor de imposto a pagar será de 28% sobre essa diferença. Se o valor de venda for inferior ao valor de compra, não terás qualquer imposto a pagar.
Logo, salvo raras excepções, é aconselhável que se invista num ETF que seja cumulativo (IWDA:NA). Desta forma, tiraremos proveito da capitalização composta dos juros ao mesmo tempo que adiamos o pagamento de impostos desnecessários.

  1. Obrigações
As obrigações proporcionam uma viagem ao longo do percurso de investidor um pouco mais suave. Pessoalmente, dada a minha idade, não creio que tenha muito interesse para mim. No entanto, para investidores mais conservadores, BND e AGGG-fund?switchLocale=y&siteEntryPassthrough=true) são as única sigla que precisam de conhecer neste sub-universo.

  1. Dinheiro
Um fundo de emergência é algo que devemos sempre ter. Ninguém sabe o que acontecerá no dia de amanhã e enquanto investidores de longo-prazo não queremos ter de liquidar os nossos activos devido a uma emergência. Por isso, três a seis meses de despesas fixas é um bom objectivo para se ter em dinheiro numa conta a ordem ou conta poupança que possa ser movimentada sem incorrer em custos.

Lição 2: Todos os portfolio managers acreditam que conseguem bater o mercado. Por sua vez, nós, investidores, acreditamos que conseguimos escolher aqueles que o fazem. Estamos todos enganados.

Imaginem uma sala cheia de crânios financeiros, vestidos nos seus fatos com tecidos italianos. Estes profissionais contam com anos de experiência nos mercados de capitais, para não falar das décadas passadas a estudar em grandes Business Schools.
Para além disso, têm à sua disposição inúmeras ferramentas da Bloomberg, Reuters e outros grandes players que lhes permitem ter acesso a toda a informação, constantemente actualizada, a qualquer instante.
Apesar de trabalharem noite e dia, estes guerreiros também descansam para um ocasional café, cigarro e almoço de negócios. Nesses raros e curtos momentos, encontram-se com outros analistas, experts, insiders das empresas nas quais investem e outra panóplia de gente importante.
Ao conviverem tão próximos com a realidade na qual investem, de certeza que eles sabem o que andam a fazer, certo?
Ahhhhh...think again.
Está comprovado impericamente (clicar irá fazer o download de um pdf) que os vários fundos de investimento não são capazes de dar rendibilidade superior ao seus investidores, quando comparado com o mercado.
Num horizonte temporal de 5 anos, 84,15% dos fundos de investimento tiveram uma performance pior do que o S&P500.
Logo, para terem um retorno superior ao mercado, vocês teriam de escolher o melhor fundo de investimentos possível, de um conjunto de 10! Como se isso não bastasse - e supondo que escolhiam o fundo vencedor -, ser-vos-ia cobra entre 1 a 2% em comissões. Não é muito? Para ilustrar a diferença que isto pode fazer, sigam o meu raciocínio:

Suponham que investiram 10.000€ há 30 anos num dado activo. A rentabilidade média desse mesmo activo foi de 7%, já tida a inflação em conta. Se tivessem investido vocês mesmos esse valor num index fund, teriam aproximadamente 66.000€. Por sua vez, se tivessem escolhido o fundo vencedor teriam apenas 43.000€. Uma diferença de 23.000€ tendo por base apenas 2%. Funny, right?

(aqui estou a supor que o fundo vencedor vos proporcionava apenas a mesma rentabilidade dada pelo mercado, mas dado que assumi, de 10 fundos de investimento, vocês escolhiam o único cuja rentabilidade não era pior que a do mercado, parece-me justo para balançar o cenário)

Este exemplo introduz-nos à próxima lição.

Lição 3: Controlem o que conseguem controlar

Esta conversa é toda muito bonita, mas o que raio é essa coisa da Vanguard e porque é que todos os EFTs que sugeres são geridos por eles? Afinal, também és um vendedor?!

Bom ponto, tens estado atento!
Um mercado de capitais é um sítio feio, se não soubermos gerir as emoções provavelmente perderemos muito dinheiro - mais sobre isto numa edição futura do post. A verdade é que os nossos investimentos irão desvalorizar e valorizar várias vezes ao longo do tempo. Como tal, uns anos serão positivos e outros nem tanto. Isto para dizer algo que ninguém gosta de ouvir: não podemos controlar o retorno que o mercado nos dá. Felizmente, há algo que nos cabe a nós controlar: o custo do nosso investimento.
Uma vez que o lucro do nosso investimento será nada mais do que retorno - custo, minimizando o custo estamos a optimizar esta equação.
É aqui que entra a Vanguard, fundada por um grande senhor, John Bogle, em 1975.
O que a torna tão especial é que, no momento da sua fundação, John Bogle estruturou-a de forma a que fosse customer-owned e cujo objetivo fosse o breakeven (i.e., não é suposto ter lucro, mas sim apenas ser capaz de fazer face às suas despesas).
Para compreenderem a diferença, uma empresa de investimento pode ter duas formas:

  1. É uma empresa privada. Funciona da mesma forma que um negócio familiar e o objectivo é gerar valor para os donos - a Fidelity Investments é um exemplo;
  2. É uma empresa cotada em bolsa, detida por accionistas.

Em qualquer um destes casos, o objectivo da empresa é gerar lucro. Apenas deste modo serão capazes de pagar as suas despesas e remunerar os seus donos, sejam eles privados ou accionistas. Não é difícil perceber que quanto maior for o lucro, maior será a fatia dada a cada um destes agentes. Logo, há todo um incentivo para a maximizar tanto quanto possível. E imaginem de quem virá essa fatia...nós, investidores, claro!
Por outras palavras, quando investimos com uma destas empresas, estamos a pagar pelo investimento financeiro propriamente dito e mais alguns pózinhos para os seus donos/accionistas.
Logo, é claro que há aqui um conflito de interesses - o mesmo se passa com portfolio managers, mas isso fica para uma outra versão do post. O dono de uma empresa de investimento quer que os fees sejam tão altos quanto possível. Eu, enquanto investidor, quero pagar o mínimo.
Ainda que este modelo de negócio seja perfeitamente digno. Nós, investidores, temos uma solução melhor! Acontece que John Bogle quando fundou a Vanguard, fê-lo de modo a que a mesma fosse detida pelos fundos que esta opera. Ora, uma vez que são os investidores que detêm os fundos, na práctica, os investidores detêm a própria Vanguard.
Logo, qualquer lucro que a empresa tivesse entraria directamente para a nossa carteira. No entanto, dado que este circulo Investidor - Vnaguard Mutual Funds - Vanguard - Investidor seria um pouco non-sense, a Vanguard opera no breakeven, cobrando os custos mínimos para garantir a sua operação.

No que é isto se traduz, na práctica? No facto de que o expense ratio (ou seja, a taxa de encargos correntes) média dos fundos da Vanguard seja 0.2% contra 1,20% da indústria. Pode não parecer muito, mas considerando este valor sobre vários anos e sobre um capital considerável, dá uns bons mlhares de euros poupados no final de uma vida de investidor.

Lição 4: Fazer para crer
Dito isto, como é que se compra essas coisas estranhas, ETFs? Para o fazer, precisam de uma correctora ou broker. Cada correctora practica o seu próprio preço. Por isso, é importante compararem-nos antes de abrirem conta numa delas. Deixo-vos aqui e aqui e aqui imagens de tabelas comparativas das várias correctoras a operar em Portugal (obrigado, Bárbara Barroso). Para além dos custos de aquisição de títulos, algumas delas cobram ainda custos de manuntenção e/ou outros.
Muitas destas correctoras permitem criar contas demo. Caso estejam indecisos. criem uma e experimentem a plataforma de negociação.
Feito este passo, é uma questão de acederem à dita plataforma, procurar os títulos indicados acima e adquiri-los.


Frequently Asked Questions

Os mercados estão em máximos históricos. Por isso, uma recessão está para breve. Será que devo esperar que a dita recessão chegue e que os mercados acalmem?
Ninguém sabe ao certo quando - e sequer se - estaremos perante uma recessão. A pesquisa feita em torno dos retornos históricos demonstra que se tiveres X€ para investir, a melhor solução é colocá-los de uma só vez no mercado.

Mas ainda ontem ouvi o Miguel Sousa Tavares a dizer que estaria para breve!
Não.
Ah, mas a minha tia, que é economista, disse no jantar de Natal que a guerra comercial da China e dos EUA...
Não.
Ah, mas o meu piriquito...
Não.

Ninguém consegue fazer timing ao mercado e quem vos disser o contrário está a tentar enganar-vos. No caso de serem vocês próprios, sentem-se à espera que a vontade passe, 99.9% das vezes estarão enganados.

Devo investir com a Degiro?
Antes de usarem a DeGiro como vossa correctora leiam este thread e pesquisem Amsterdamtrader Degiro no Google.
Com este tópico pretendo apenas informar-vos. Como tal, ainda que vos possa partilhar convosco como giro os meus investimentos, tento ser o mais imparcial possível. No entanto, sou defensor que devemos fazer escolhas conscientes. Não digo que não seja uma boa opção, estejam apenas consciente do que se passa no background.

Qual é a correctora que usas, u/ORoxo**?**
Comecei por usar o Banco Invest porque me dava uma segurança adicional fazê-lo através de um banco no qual confio. No entanto, os custos eram demasiado elevados e agora faço-o pela DeGiro, apesar do indiquei no ponto imediatamente acima. O importante é termos consciência dos riscos, lembrem-se.

O que acontece se a correctora que uso for à falência?
Regra geral, as correctoras mantêm os nossos activos numa entidade legal separada. Na práctica, isto significa que a correctora teria uma entidades para o negócio de corretagem propriamente dito através da qual realiza todas as actividades inerentes à operação (i.e., pagar os salários dos empregados, receber os fees dos clientes, etc, etc) e outra entidade à qual os nossos activos estariam alocados (dinheiro que temos em conta e os nossos produtos financeiros). A vantagem deste tipo de estrutura é que, em caso de falência do negócio, os ativos dos investidores não poderiam ser usados para pagar aos credores da correctora.
Não vos posso dizer se na práctica é 100% assim mas, pelo menos em teoria, isto acontece (ver e ver). Usando a DeGiro como exemplo:

DEGIRO holds Financial Instruments for you in such a way that they cannot be accessed by creditors of DEGIRO, even if DEGIRO would be bankrupt.

Ainda assim, supondo que a DeGiro ia à falência, dado que está sediada na Holanda, estaria ao abrigo do Investor Compensation Scheme que fará face às obrigações da correctora até um limite de 20k€ por investidor.
Para vos dar outro exemplo, caso investissem através da Interactive Brokers, o limite seria 500k€, uma vez que estariamos ao abrigo da SIPC (Securities Investor Protection Corporation).
Estes valores/regras dependerão do país no qual a correctora está sediada. Caso queiram optar por outra, as preocupações deverão rondar as seguintes questões:


Qual é a rentabilidade anual que posso esperar do meu portfólio, se seguir as estratégias deste post?
Tendo em consideração os dados do último século, o retorno médio anual do mercado de capitais foi de 10%. Na práctica, isto quer dizer que se adquirires um ETF cujo benchmark seja o S&P500 ou um índice global (muitas vezes os ETF deste tipo têm WLR ou World no nome), no longo prazo (20+ anos), podes esperar um retorno anual de 10% nos teus investimentos. Atenta, por favor, que isto não quer dizer que terás todos os anos 10% - poderão haver anos que ganhas 30% e noutros perdes 15%, por exemplo. Ainda assim, no longo-prazo, em média, poderás esperar um retorno de 10%/ano.
O importante é que não faças o que a maior parte das pessoas faz: vender quando o mercado está a cair e comprar quanto o mercado está em alta. O nosso objectivo enquanto investidores de longo prazo deve ser comprar sempre o mesmo em valor absoluto (supõe que defines como objetivo uma taxa de poupança de 30%/mês; deverás investir sempre esses 30% quer o ETF custe 10€ ou 80€). Uns anos essa poupança de 30% comprará mais unidades do dito ETF, outras menos. Ainda assim, no final da nossa vida de investidor, poderemos esperar um retorno de 10%/ano, em média.

Para aqueles que são conservadores, usem 6% como referência.

O ETF xpto é uma boa alternativa aos que mencionas no teu post?
Quando consideramos investir num ETF há algumas questões que devemos colocar:
  1. Qual é o activo subjacente ao ETF?
  2. Qual o custo de gestão do ETF?
  3. O ETF é cumulativo ou distribuí dividendos?
  4. Em que praça é cotado?
  5. Em que moeda está denominado o ETF?
Em primeiro lugar, importa perceber qual é o activo que está subjacente ao ETF.
Em segundo lugar, importa analisar os custos.
Eu posso pensar "epah estar exposto ao mundo todo é melhor do que estar apenas exposto ao mercado dos EUA." Certíssimo. No entanto, o retorno que irei ter ao estar exposto a empresas de diferentes geografias vai compensar a diferença de custos de gestão anuais que terei de pagar? Para além disso, supondo que estou a investir em empresas do S&P500, a maior parte delas operam em vários mercados. Será que faz sentido optar por um ETF que diversifica ainda mais, incorrendo em custos superiores, quando as grandes empresas são, hoje em dia, na sua grande maioria, globais?".
O ponto 3, ainda para mais em Portugal, é fulcral. Cada vez que te forem pagos dividendos, pagarás 28% de imposto. Logo, supondo que recebes 1.000€ de dividendos, só receberás à cabeça 720€. Num ano, pode não parecer muito, capitaliza isto pela tua vida de investidor, no meu caso 50 ou 60€ e tens uma valente fortuna paga ao Estado, sem motivo para isso.
Qual é então a solução? Fácil! Investir num ETF que invés de te dar os 1.000€ todos os anos, os investe automaticamente no ETF. Não só poupaste 28% em imposto como o poder do juro composto vai multiplicar este valor inúmeras vezes. Lembra-te, sempre que possível, accumulating.
O próximo ponto também é essencial uma vez que se o EFT for cotado nos EUA não está sequer acessível para nós. Infelizmente, as normas europeias exigem que os issuers forneçam uma série de informação, sem a qual os ETF não poderão ser transacionados em bolsa Europeias. Consequentemente, não são sequer solução para nós porque simplesmente não estão disponíveis.
Por último, há pessoas que consideram que seja bastante importante a moeda na qual o ETF está cotado devido ao currency risk (i.e., supõe que tens um activo em USD e gastas o teu dinheiro em EUR. O risco é que o USD desvalorize face ao EUR e que, consequentemente, percas poder de compra).
Pessoalmente, não é algo que me faça perder o sono, mas é uma questão a considerar.

O que acontecerá às minhas poupanças daqui a 20 anos se conseguir investir mais 50€/mês?
De acordo com esta calculadora, daqui a 20 anos terás mais 36.199,34€ ou 22.782,29€, consoante a tua perspectiva face à taxa de juro seja optimista ou pessimista, respectivamente.

Terás tido um proveito líquido de 19% com esta simples operação, excluído eventuais comissões de resgate e subscrição. Daí que o passo 1 seja importante.
De nada :)

Quero aprender mais sobre o tópico. O que me aconselhas?
Infelizmente, muito do conteúdo que existe está extremamente vocacionado para o mercado Norte-americano, em particular os EUA - surprise, surprise, han?
De qualquer modo, existem muitas (e boas!) lições que podemos adaptar à nossa realidade. Por isso, caso se sintam à vontade a ler inglês aconselho os seguintes livros:


Creio que para a maior parte deles poderão encontrar a versão em PT. No entanto, caso considerem que há interesse posso fazer um breve resumo de cada um deles e incluí-lo no âmbito do thread.
Para aqueles cujas versões de inglês forem suficientes, mas cujo valor dos livros faça diferença no orçamento familiar, mandem-me dm.

Tenho mais de 100.000€ disponível para investir, devo seguir o mesmo processo?
Não.
Nesse caso, por favor, abre uma garrafa de champanhe. Para além de estares entre os 20% mais ricos de Portugal e dinheiro não ser uma preocupação para ti, podes investir directamente com a Vanguard.
Para o fazeres, envia um e-mail para [[email protected]](mailto:[email protected]) com a indicação de que pretendes investir no index fund cujo ISIN é IE0002639668. Infelizmente, a partir daqui não te consigo ajudar mais, uma vez que ainda não estou neste patamar. Contudo, para questões particulares, estou sempre disponível por dm, se necessitares.
Caso pretendas consultar os restantes fundos disponíveis para investidores portugueses podes fazê-lo aqui.


Creio que já deu para entender que adoro este temas. Por isso, caso tenham alguma questão, estejam completamente à vontade para a colocar nos comentários ou enviar-me dm. Terei todo o gosto em ajudar cada um de vocês em tudo o que me for possível.
Como qualquer pessoa, sou humano e, como tal, não sei tudo. Ainda assim, se for esse o caso, estou disponível para ir aprender de modo a ser capaz de vos explicar e partilhar convosco.

Provavelmente editarei este tópico várias vezes à medida que me for lembrando de mais informação. Até lá, espero que vos seja útil!
submitted by ORoxo to financaspessoaispt [link] [comments]


2019.06.30 00:09 DeitaFora9000 Estudante Universitario [Eng.Informatica] a considerar emigrar. Alguns conselhos para me preparar?


Hey, fiz um post no /portugal e aconselharam-me vir a este sub.

Estou no segundo ano de Eng. Informatica no IST e quero emigrar quando acabar, ainda na duvida se sigo para mestrado ou nao, mas a partida devo fazer (mais uns aninhos para ver se encontro algo de que goste particularmente).
Ja li alguns testemunhos mas nao tenho grandes planos, gostava de ter uma nocao do que posso ir fazendo (mesmo que seja daqui a 3 anos) para reduzir chatices e aumentar as possibilidades disto correr bem. Se ha coisas que a malta nao pensar antes de dar o salto ou mesmo modos de alguem se preparar para o mercado la fora.
O onde ainda nao esta certo (nada esta, a nao ser a vontade de ir) gostava de eventualmente experimentar EUA mas os principais candidatos sao Alemanha/UK (se nao afundar entretanto).

Fazer o que? Engenharia de Software/Data Science ou algo nessas instancias (a menos que entretanto encontre uma area que me interesse mais e que me permita afunilar).

O porque, pode parecer simplista, mas e a juncao de nao ter viajado nunca e nao querer ficar preso aqui para sempre (arranjar uma namorada mais a serio e dar por mim com um filho a porta e demasiadas responsabilidades para arriscar outras oportunidades) e depois tenho lido que la fora a industria de IT e muito melhor overall (quer em dinheiro quer em tipo de trabalho). Tenho relativamente bastante envolvimento extra-curricular e tirando uma ou duas empresas mais tech-savy parece que ca e tudo carne para canhao e tenho nightmares em ouvir falar de 'nearshore'. Nem tiro da equacao ir para um consultora la fora, mas sinto que ca vou estar a preco desconto sempre.

Para a malta que emigrou, qualquer dica e bem vinda, estas sao umas quantas duvidas que me vieram a cabeca:

Eu nem sei bem o que perguntar porque nao tenho grande nocao do quao dantesco pode ser uma mudanca dessas, mas gostava de comecar a ter uma ideia.

ps - Desculpem a ausencia de acentos
submitted by DeitaFora9000 to PortugalLaFora [link] [comments]


2018.04.19 08:22 AntonioMachado [2012] Sarah Elsie Bake, Rosalind Edwards - How many qualitative interviews is enough?

Artigo aqui. Principais pontos:
  1. First, there is the issue of saturation [...] described as a process in which the researcher continues to sample relevant cases until no new theoretical insights are being gleaned from the data. Once saturation is achieved, the researcher would move on to a research question arising from the data collected and then sampling theoretically in relation to that question [...] Such an approach to sampling is very demanding because it forces the researcher to combine sampling, data collection, and data analysis, rather than treating them as separate stages in a linear process. [...] Further, there have been few guidelines on how to establish whether one has in fact achieved saturation
  2. A second factor is that it is sometimes suggested that there are minimum requirements for sample size in qualitative studies. [...] Contrasting these figures (20-30 versus 60-150) strongly suggests that there is quite a lot of variety in what is believed to be the minimum requirement, so that it is unsurprising to find that actual sample sizes vary considerable in qualitative research. [...] Thus, on the one hand, researchers need to be aware that there is a view that there are expectations about minimum sample size in order to be able to publish one’s results; on the other hand, there is very little agreement about what that minimum sample size is! What is almost certainly crucial is that the researcher must be prepared to justify the sample size with which he or she has ended up.
  3. sample sizes will be significantly influenced by a third influence on sample size – the style or theoretical underpinnings of the study. (por exemplo, pesquisas de âmbito fenomenológico ou etnometodológico requerem, à partida, de menos entrevistas, dada a profundidade e detalhe da análise)
  4. A fourth factor that is likely to influence sample size is the heterogeneity of the populationfrom which the sample is drawn (quanto mais homogéneos os grupos, menor o número de entrevistas necessário).
  5. Fifth and finally, the breadth and scope of research questions vary quite a lot in qualitative research and this too is likely to influence sample size [...] However, breadth and scope are not entirely objective attributes of a research focus, so there is likely to be some disagreement about appropriate sample sizes along this dimension
submitted by AntonioMachado to investigate_this [link] [comments]


2017.09.19 21:10 subreddit_stats Subreddit Stats: portugal top posts from 2011-10-22 to 2017-09-19 07:48 PDT

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    6. Cristiano Ronaldo conquista a quarta Bola de Ouro - CRL! (146 points, 45 comments)
    7. Jessica Augusto vence maratona de Hamburgo (121 points, 13 comments)
    8. Bom fim de semana (107 points, 11 comments)
  11. 1549 points, 9 submissions: utilizador
    1. Entretanto, algures no Largo do Rato à porta da sede do PS. (480 points, 55 comments)
    2. humor na FNAC (203 points, 11 comments)
    3. RAFA é o novo NEO... o escolhido! (158 points, 55 comments)
    4. Quem é que da sua família não trabalha para o Estado? (148 points, 64 comments)
    5. Todo contentinho... (116 points, 15 comments)
    6. - Ouve esta, ó Mário, tu ouve-me só esta. (115 points, 16 comments)
    7. Onde há fumo... (111 points, 16 comments)
    8. Quem nunca andou à machadada com amigos... (110 points, 40 comments)
    9. Tiago? Vipur? WTF? Um tipo está umas horas fora do Reddit... alguém faça um TL;DR, please! (108 points, 50 comments)
  12. 1441 points, 10 submissions: sup3rfm
    1. A "alegria" de Danilo - PORTUGAL NO EURO2016 (206 points, 31 comments)
    2. Ministério da Saúde quer “responsabilizar” pais que não vacinem filhos (191 points, 102 comments)
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    4. Carrossel numa feira em Cascais. Não, não é a Feira do Berbigão (154 points, 30 comments)
    5. Acima da lei, só a EMEL. (136 points, 46 comments)
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    10. EXCLUSIVO TVI: Napachacha Sellevava, directora do clube Rubin Kazam, confirma compra de Alan Ruiz do SCP. (105 points, 32 comments)
  13. 1439 points, 6 submissions: odajoana
    1. Receita portuguesa vegetariana (466 points, 126 comments)
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    6. Criei uma playlist no Tubo em jeito de balanço do que se fez musicalmente em Portugal em 2015. Estou a esquecer-me de alguém? (113 points, 75 comments)
  14. 1339 points, 6 submissions: mruiandre
    1. O golo do Éder ao som do Salvador Sobral é a melhor cena (387 points, 17 comments)
    2. Não deixem este vídeo morrer (289 points, 45 comments)
    3. O Marcelo está em todo o lado, até no Facebook dos The Doors (257 points, 29 comments)
    4. Pondo as coisas em perspectiva: existem 612 episódios dos Simpsons e existem 3000 episódios do Preço Certo (179 points, 62 comments)
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    6. CM (112 points, 8 comments)
  15. 1215 points, 8 submissions: Pieropt
    1. Co Co Co Co Co Co Co Co (251 points, 31 comments)
    2. É bom saber que o verdadeiro Éder está de volta (203 points, 35 comments)
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    8. Quando é que os jornais vão perceber que bloquear não é opção? (114 points, 124 comments)
  16. 1184 points, 4 submissions: MCbadboy
    1. Como sair de repente para kagar (499 points, 29 comments)
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  17. 1152 points, 8 submissions: godsdog23
    1. Queridos Vizinhos! (206 points, 12 comments)
    2. Nagasaki, a Portuguesa. (196 points, 48 comments)
    3. Um homem e o seu peluche, um romance que perdura não obstante os olhares esquisitos de transeuntes e familiares (154 points, 23 comments)
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    5. Hat-trick (119 points, 38 comments)
    6. Acho que nós Portugueses nao somos tao bons a Inglês como pensamos... (118 points, 60 comments)
    7. AMA - Estou a trabalhar no Japão! (106 points, 124 comments)
    8. The first day of school, Portugal, 1936 (x-post historyporn) (105 points, 32 comments)
  18. 1079 points, 7 submissions: quatrotires
    1. [SIC 2017] Entrada épica do Primeiro Jornal em Aveiro (247 points, 58 comments)
    2. Manchester United in Lisbon, 1966 (187 points, 9 comments)
    3. Numa década, Portugal passou de importador de azeite a 4.º exportador mundial (155 points, 36 comments)
    4. "O modo mais eficaz de seres útil à tua pátria é educares o teu filho" - Ramalho Ortigão (134 points, 46 comments)
    5. "Tivesse o holandês dito "não posso gastar tudo em aeroportos, estádios de futebol, auto-estradas e fraudes bancárias para depois pedir emprestado" e lá teríamos de engolir em seco e aceitar a crítica." (126 points, 65 comments)
    6. Príncipe Aga Khan doa 500 mil euros para ajudar vítimas do incêndio de Pedrógão (122 points, 20 comments)
    7. Chamem a Segurança Social já! (108 points, 39 comments)
  19. 1069 points, 7 submissions: gonpires
    1. Para a próxima... (237 points, 180 comments)
    2. Finalmente encontrei uma cantina decente (191 points, 48 comments)
    3. Ovibeja revela nova entrada do recinto (152 points, 13 comments)
    4. Manhãs informativas da SIC (148 points, 138 comments)
    5. O número de reclamações vai subir na MEO (116 points, 60 comments)
    6. Google Tradutor é um pouco agressivo (114 points, 37 comments)
    7. Covilhã no evilbuildings (111 points, 20 comments)
  20. 1068 points, 2 submissions: MaxwellIllustration
    1. Porto! My new drawing based of the most beautiful city. (537 points, 35 comments)
    2. Porto. My finished ink drawing of such a wonderful place! (531 points, 35 comments)
  21. 1014 points, 7 submissions: unknown_believer
    1. Judite Sousa (TVI) tenta entrevistar um cadáver... (197 points, 117 comments)
    2. Quando acordas em 2016 e tens a direita pedir subsídios" (163 points, 74 comments)
    3. Desiludido, Tony Carreira deixa música, dedica-se apenas à poesia e anuncia poema inédito que começa por “As armas e os barões assinalados” (158 points, 17 comments)
    4. Bela resposta à CMTV: "Se não me der tempo [para explicar] continua você a falar e não me coloca a questão a mim, como é que é?" (147 points, 26 comments)
    5. Público de tourada cai para metade em sete anos (127 points, 212 comments)
    6. Franceses queriam repetir o jogo e Portugal fez-lhes a vontade: (113 points, 25 comments)
    7. "The Voice" bate "Casa dos Segredos" pela segunda semana consecutiva (109 points, 98 comments)
  22. 1003 points, 3 submissions: bockyPT
    1. [OC] Fui ao Pico e tirei uma foto (602 points, 52 comments)
    2. [OC] Fui à Serra da Arrábida e tirei uma foto (280 points, 35 comments)
    3. Bike sharing em Lisboa - primeira experiência (121 points, 58 comments)
  23. 958 points, 5 submissions: fachebu
    1. Primeira página do Inimigo Público (244 points, 85 comments)
    2. Bom marketing da Super Bock (240 points, 30 comments)
    3. 19 mortos confirmados em fogo de Pedrogão Grande (170 points, 189 comments)
    4. Hoje encontrei a palheta que eu fiz quando comecei a aprender guitarra. Tinha 13 anos. (163 points, 45 comments)
    5. Race The Subway - Lisbon (141 points, 53 comments)
  24. 956 points, 6 submissions: Calvin_Uncle
    1. Definição de tratamento VIP do Odisseias. (217 points, 16 comments)
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    3. O meu primeiro animal de estimação. As expectativas estavam bem lá em cima! (147 points, 92 comments)
    4. A classe dos comentários dos tugas nos meios de comunicação social. Divirtam-se! (Retirados apenas no dia de ontem.). (138 points, 135 comments)
    5. [Euro 2016] "Paaaaaaaaaaaaaaaai!!!" (138 points, 6 comments)
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  25. 918 points, 4 submissions: LordJomi
    1. Em Faro (406 points, 40 comments)
    2. Ricardinho, Portugal [Futsal] (193 points, 21 comments)
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    4. Vista nocturna do Rossio, Praça Dom Pedro IV, na Baixa de Lisboa (Data: 1930-1980) (138 points, 35 comments)

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